O Jantar Real da mesa estreita

Certa feita, o Rei quis brincar com sua corte, preparou um jantar diferente, sem nenhum propósito visível, a não ser o deleite de todos, inclusive o seu. Só que sua preocupação maior, não era degustar os pratos maravilhosos da sua cozinha real, e sim deliciar-se com os gozos de sua corte. Propositalmente, decorou a sala de jantar de forma a instigar os sentidos sexuais de sua contida corte, queria liberá-los de seus “deveres morais” como se liberta perfumes de seus frascos. Escolheu cores fortes, rosas vermelhas e obras de arte com conotação sexual, sem que isso fosse perceptível demais, afinal os queria livres, não envergonhados do que tudo aquilo os causava, o despertar de suas libidos. Ordenou que para o jantar fosse usada uma longa e estreita mesa, em que só coubessem os pratos e taças de seus convidados, e que estes chegassem, se assim desejado, a tocar o outro com seus pés, mas que isso não fosse um caos, mas trouxesse uma aproximação com estas pessoas.

Ele conhecia cada nobre, cada desejo mais obscuro, era o seu dom, olhar e perceber o desejo mais contido, a luxúria mais negada. Ele sentia isso no olhar, no movimento que o peito fazia durante a respiração, por traz de todos aqueles panos. Dispôs assim, cada casal separado na mesa, ninguém questionou, era a vontade do rei. Cada um sentado de frente àquele que lhe despertava forte desejo sexual, ou mais, àquele a quem, ele sabia, tinha em algum momento, ou ainda o fazia, sucumbido a romances secretos.

Ao se acomodarem na mesa de jantar, sem ter nem comentado uns com os outros o apelo sexual que toda aquela reunião estava tendo, até porque eles sentiam, mas não percebiam diretamente. Depararam-se com a ordenação dos assentos, todos dispostos frente à frente com o pecado. Muitos olhos que se encontraram, fizeram faces abarrotadas de pó de arroz corarem, mãos gelarem, corações baterem mais rápido, a respiração ofegante e os pensamentos libidinosos logo vieram. Não chegaram a estranhar a mesa tão estreita, o Rei, inventava muita moda, e era bem cômodo a eles, ao menos, se tocarem por baixo dos panos da mesa, que cheirava a vinho e comidas picantes. Nem toda a corte interessava tanto ao Rei, só os mais pudicos tinham sido convidados – e se achavam tão merecedores disto, afinal os outros nobres, não eram assim tão nobres, eles sim, porque se continham, ou porque fingiam conter seus desejos ‘impuros’. O Rei olhava muito interessado os rostos rubros pelo desejo, as bocas que não sabiam se fechavam, se falavam algo ou se calavam pelo resto da noite. Muitos não ficaram contentes com a dispersão dos casais, e apesar de não ter nem ousado comentar uma escolha Real, sentiram ciúmes de seus pares, que eles sabiam estar frente a sua maior tentação, afinal isso também acontecia a eles, mas a preocupação do egoísta é tamanha, que preocupa-se mais em não ser traído que ter o prazer de trair.

Então, o Duque começou a falar sobre cavalos, e de sua paixão pela montaria, talvez incentivado pela forte vontade de ter a mulher em sua frente a cavalgar em si por toda a noite, enquanto tentava pensar em cavalos, se via por baixo daquela mulher, vendo seus seios balançarem, pra cima, pra baixo, e aqueles dentes brancos mordiscarem o lábio inferior, com tal força que a intenção parecia ser rasgá-los e libertar o sangue que os fazia tão vermelhos, por um instante ele teve impressão de ver sangue escorrer nos lábios dela, então logo baixou a cabeça e começou a ouvir o que os outros diziam e a conversa prosseguia, com assuntos cada vez mais ligados ao ato sexual. Nenhuma palavra Real era pronunciada, Ele tinha o intuito de não influenciar nenhum pensamento, ficava em silêncio a observar e sorrir meio-sorrisos. Tentava adivinhar cada fantasia que as pessoas a sua frente estavam tendo naquele momento, notando que nenhuma estava realmente interessada no assunto em pauta. Esperava o momento em que todo aquele desejo iria ebulir. Não foi surpresa quando observou a Viscondessa com ares marotos provocar no homem a sua frente uma surpresa agradável. Primeiro, os olhos deles arregalaram e depois um sorriso agradável e quase discreto surgiu em seus lábios. Os pés da jovem viscondessa roçavam de leve as suas pernas, e logo subiram e chegaram a um lugar que nem ele imaginava que pudesse chegar, e lá faziam movimentos sem muita dificuldade e que o deixara em apuros, disfarçar o que aquilo causava era quase impossível para este homem. E como acompanhando a viscondessa em sua idéia, tomou a iniciativa de tocar a mulher, ela não pareceu assustada, o Rei observou também que existia um fogo em seus olhar e seu sorriso. A mulher à quem tocava o Conde era muito mais jovem que ele, recém chegada a corte, mal sabia falar a língua local. Seu casamento fora planejado, para unir as riquezas de duas famílias, como era comum à nobreza. O homem a sua frente lhe despertava de início uma leve curiosidade, mas agora, naquele momento em que sua pele aveludada, era tocada pelos pés do Conde calçados em meias suaves de seda, lhe fazia arrepiar, coisa que não sentia com o homem a quem fora desposada, que nunca a tocou intimamente. Pois este – como indicavam as más línguas – em toda a vida, nunca tocou uma mulher. Por baixo das anáguas, a mulher estava em chamas, e não disfarçava tal coisa, havia deixado, no reino de onde viera, amantes desconsolados, e aqui já os fizera aos montes, discretamente, claro.

Todos a olhavam sem virar-se diretamente para ela. O Rei em virtude de tal comportamento da jovem nobre, e sabendo que isso causava estranheza em alguns poucos que não haviam entendido, ordenou que os seus servos se retirassem, com um simples olhar. Os servos se foram, o Rei notou os olhos confusos que acompanhavam os servos, era como se cada um daqueles que não haviam se deixado inspirar, houvesse naquele momento recebido uma sentença de morte. Nestes, havia muito mais medo do que regozijo pelo que poderiam fazer. A jovem que era acariciada por baixo das anáguas pelo Conde, invadida por descontrolado desejo, escorregou para baixo da estreita mesa, e tomou o membro do Conde em sua boca, todos à mesa tentavam fingir que nada viam, a expressão do homem era aterradora, suando muito, um punho fechado sobre a mesa, a outra mão segurando um lenço enxugava a testa, como quem passava mal, olhava para o teto, tentando não entregar o que todos já tinham conhecimento, arfava baixinho, reprimindo o prazer que sentia. A afogueada jovem sabia como desalinhar um homem, e o fazia ali, debaixo dos narizes de todos, como se lhes fosse invisível. Era voraz e delicada ao mesmo tempo no que fazia, suas mãos pequenas alisavam, seguravam, apertavam, enquanto sua língua úmida lambia, roçava… O homem gritou, segurando a cabeça da Viscondessa com as mãos e a apertando contra seu sexo, esquecido completamente dos demais, olhos fechados, boca aberta, cabeça estendida para trás. A mulher ainda se deliciava, quando se deu conta do que fazia, mas continuava, e sem sentir culpa alguma.

Todos tentaram, mas ninguém conseguiu ignorar, ao olharem para o homem ali, visivelmente esgotado pelo esforço de se conter no desenrolar do feito, e que agora parecia sozinho em seu quarto a libertar seus mais profundos desejos com uma mulher qualquer. Sua esposa, de olhos arregalados sentiu naquele momento um fervor, que não era bem ciúmes, pois nunca o amou, mas a licença para também deixar-se levar. Olhou o Duque, com quem já havia saído para agradáveis passeios no bosque regados a luxúria e bom vinho. E no olhar entregou sua disposição para a brincadeira que costumavam fazer, sem preocupação, mas com um pouco de dificuldade, levantou as anáguas do vestido e em meio a tantos panos, acariciava a si mesma, primeiro as pernas, com as pontas das unhas subindo devagar, depois, olhos fechados, sem nenhum pudor, toca seu sexo por cima dos panos, lá fica a roçar os dedos, na vontade de tê-los dentro de si, mas essa era a melhor parte, onde o desejo era maior, mas contê-lo era um agradável castigo. A parte do Duque na brincadeira era justamente ver as faces de sua amante corarem, a saliva aumentar, e chegar a escorrer no canto da boca, ouvir os leves gemidos, e ficar só observando aquela mulher, tendo-se, levando a si mesma a loucura de tanto prazer.

Já dois casais sucumbiam, enquanto os demais, perplexos, não continham a excitação que tudo lhes causava. Olhavam para o Rei, que se mantinha calmo, como se nada visse, e cada um entendia aos poucos o que acontecia, e entregavam-se ao amante, e aos seus desejos, até nos mais hipócritas, nos mais egoístas, já se via um lampejo de cobiça pelo pecado de que fugiam. A Condessa, já tinha afastado os panos, e fazia entrar seus dedos na sua própria carne quente, molhada. Nesse momento, soltou um gemido alto, e começou novos gemidos, cada vez mais frenéticos, uma das mãos afastava-lhe a roupa e tinha dedos enterrados em sua carne. A Duquesa, sentada ao lado de sua rival, embriagada pelo desejo que aquilo despertara em si, sem preocupar-se com o Duque que fazia sua parte na brincadeira, e nem com os outros, retorce o corpo para lamber a Condessa que delirava com o que causava a si mesma, sem se deter as intervenções de sua nova amante, beijou-lhe os lábios oferecidos, sem conhecê-los, permaneceu a delirar, de olhos fechados, enquanto a Duquesa descobria o que nem ela sabia ao certo, desnudava sua amante-rival, passeava lábios e língua naquela pele em brasa. Para o Duque a novidade não poderia ser mais que agradável, o jogo ficava mais difícil a cada ação de sua mulher para com a amante. A rigidez do seu membro revelado pelo tecido delicado de suas vestes causava frenesi no homem sentado ao seu lado, o Visconde, era um maduro amador de homens. Mesmo que desde o seu casamento, se houvesse questionado mais sua sexualidade, não tomava sua esposa, e continuava a sair com homens às escondidas. Ali, do seu lado, um homem pulsava de prazer, prazer contido, aquilo o fazia salivar, mesmo que olhasse para o lado, onde podia agora ver sua pequena esposa sentada sobre o Conde, tendo os seios tomados na boca, sugados, nem assim lhe saia da cabeça as calças do Duque quase por explodir, só aumentava sua vontade de entregar-se, pois tudo ali agora cheirava a sexo, tudo ali, desde o princípio, notava ele, era sexo. Como que tomado de uma súbita coragem, virou-se para o Duque, livrou-o de suas calças e segurou seu membro em suas mãos, e ele pulsava, como se preparando para explodir, ao ser assim tirado de seu jogo bruscamente, o Duque olhou por segundos nos olhos do Visconde, e sem saber o porquê, viu-se, seguidamente, tomar àquele homem, e aquilo lhe foi mais agradável que tomar sua esposa, ou sua própria amante. O Visconde, de roupas abaixadas, curvado à mesa, segurava um pedaço da manta que a cobria, chorava lágrimas de prazer e dor, gritava mais alto que os demais. Como num efeito dominó, agora, todos estavam submetidos aos deleites que julgavam pecado, Todos ali, eram amantes agora, e amantes dos amantes de seus amantes.

O Rei, alegre como quem acaba de pintar um belo quadro, aprecia tudo de sua cadeira, na altivez de quem não se deixa levar pelo que está a observar, admira todos os rostos moldados pelo gozo, as bocas abertas, a saliva como bálsamo de beijos, os olhos fechados, com as pálpebras comprimidas pelo prazer. Vitorioso, sorve mais um gole de vinho, fecha os olhos,e em sua mente, todos os gemidos, os arfares, os gritos, os risinhos, são então, aos seus ouvidos, uma bela sinfonia.

Madelleine e suas “tias”

Madelleine tinha já seus 19 anos, mas era tímida e retraída, comportava-se, e até aparentava, ter menos idade. Apenas olhando, davam-lhe no máximo 16. Muito caseira, prosseguia sua vida de estudos. Fazia cursinho para o vestibular, era o único lugar que frequentava, exceto pelas missas matinais do domingo. Quando se via em meio a pessoas desconhecidas, ficava se encolhendo, como se quisesse passar despercebida, ou fazer-se tão pequena que sumisse. Filha única de mãe solteira, estava sempre ao lado dela, quando não, sentia-se muito insegura. Ironicamente, desde criança, tinha o dom de usar suas mãos para massagear outras pessoas, livrá-las de dores e cansaços. Ao fazer isso, não pensava em quem estava tocando, focava-se no feito. Sua mãe propagava isso para as amigas com muito orgulho, e quase sempre apareciam “clientes” para aproveitar suas mãos mágicas. Isso lhe rendia alguns trocados e favores. Não tinha um preço fixo, recebia o que lhe fosse ofertado.

Era uma tarde de feriado de quinta-feira. Madelleine e sua mãe estavam em casa vendo TV depois do almoço. Quando duas moças chegam, Berenice e Viviane. Colegas de trabalho de sua mãe, a quem já tinha visto, mas nunca interagido. Ambas estavam loucas para testar as famosas mãos dela. Entraram, beberam um suco de caju que lhes foi oferecido, e ficaram conversando e relaxando naquela tarde quente, enquanto esperavam ser atendidas. Berenice tinha 30 anos, loura natural, mas que clareava ainda mais seu cabelo. Era viciada em academia, e por isso mesmo, sustentava um corpo escultural. Baixinha, a sua cintura definida parecia parti-la ao meio. Tinha ares de quem fazia o que tinha vontade. Dada sua espontaneidade e o vigor de suas palavras. Já Viviane estava com 27, magra e um pouco mais alta que a amiga, tinha um corpo esguio e seios médios, até grandes, para uma asiática. Era bem mais retraída que Berenice, mas sorria o tempo todo, parecendo sem graça.

Após algum tempo conversando amenidades, Berenice retrucou que precisava de massagem. Sentia-se tensa e queria relaxar. Madelleine corou, pois sabia que estava sendo cobrada. Levou-as então até seu quarto. E disse pra que ficassem a vontade.

Fábia, sua mãe, avisou que não poderia ficar. Iria visitar uma tia que precisava de seus cuidados, e só voltava à noite. Madelleine não contava com isso. Cresceu os olhos quando a mãe anunciou a saída. Esperou que se afastasse do quarto e correu atrás dela reclamando:

– Mãe! Eu achei que eu fosse com a senhora mais tarde na casa de tia Carminha.

– Bem, acho melhor ir logo. Ela anda doente, você sabe! E dorme muito cedo. Como essas massagens vão demorar. Eu fico mais tempo lá na casa dela, enquanto você termina aqui. E ai à noite ficamos livres. – Deu um beijo na testa da filha. Pegou as chaves e partiu.

Madelleine não se sentia a vontade de voltar pro quarto. Quis protestar com a mãe, mas sabia que ela tinha razão. Ficou parada olhando-a ir embora, até que foi chamada no quarto pelas garotas. Respirou fundo, sentia o coração na boca, e sabia que estava vermelha como um pimentão. Mas, não tinha alternativa. Ao chegar ao seu quarto, viu Berenice deitada nua apenas com as nádegas cobertas, e Viviane sentada numa cadeira, enrolada numa toalha, esperando sua vez. Tentou fingir naturalidade, mas não esperava que se sentissem tão à vontade, a ponto de se despirem e procurarem toalhas em seu armário.

– Você pode me explicar o que sente, e onde? – falou secamente com a moça deitada nua em sua cama. Esta se virou pra explicar que sentia dores na região lombar e muito peso nos ombros.

Em resposta, ela pegou um óleo em cima do criado-mudo, sentou-se por cima dela, molhou as mãos e esfregou uma na outra, e então, começou a pressionar com bastante força a região lombar, subindo e culminando nos ombros. Berenice gemia, parecia sentir um pouco de dor, mas isso era prazeroso. Madelleine não conseguia, dessa vez, se concentrar no que fazia. Estava envergonhada e distraída. Era a primeira vez que massageava alguém na ausência de sua mãe. Começou a ter pensamentos que nunca tivera antes. Observava a textura da pele da moça, suas carnes duras (provável resultado de malhação), as pintinhas marrons que cobriam todo seu corpo, os pelinhos dourados e muito fininhos que a vestia. Seus pensamentos tornaram-se confusos, embaçados. Um calor vinha do lugar que estava colado ao corpo da outra, que gemia a cada toque. Distraidamente suas mãos começaram a percorrer toda a superfície daquela pele. Adorava quando caia nas curvas de sua cintura… Estava deliciando-se com a diferença de medidas ali. Sentiu ímpeto de morder-lhe, quando beliscou um pouco de sua carne.

Berenice parecia perceber que aquilo não era normal. Em resposta, gemia mais alto e afastou a toalha, deixando sua bunda à mostra. Madelleine assustou-se com a iniciativa, e ao ver aquilo, suas emoções ficaram mais intensas. Algo molhava sua calcinha, e estava um pouco preocupada que sua excitação, coisa nova para ela, fosse percebida. Virou o rosto pra não fitar o que estava bem abaixo de seus olhos. Foi quando viu Viviane, que deixara a toalha cair na cadeira, mordendo os lábios, de pernas abertas e passando sua mão vigorosamente nelas, olhando-a com cara de faminta. Aquela visão era surreal pra menina, que parou os movimentos quando percebeu que Berenice levantava o quadril em sua direção, forçando-a a sair de cima, escorregando para a cama. Encontrava-se agora atrás da moça que ficara de quatro. E de cara pra aquela bunda perfeita. Não tinha mais como desviar o olhar. Berenice virou o rosto pra ela, e falou sussurrando numa voz rouca:

– Querida, eu não suporto mais isso!

A outra se aproximou e lhe deu um beijo no pescoço, segurando seu seio. Ela quase explodiu com essa ação. Ao que Berenice queixou-se:

– Ah não! É minha vez!

Madelleine estava num sonho, de repente, não entendia nada do que estava ocorrendo. Até que foi guiada pela moça mais magra, pro meio das pernas daquela que ainda estava de quatro. Face a face com sua vulva quase sem pelos, que estava, tão molhada, quanto ela deveria estar. Instintivamente ela passou-lhe os dedos, testando o quanto estava umedecida. O que fez a outra soltar um gritinho. A resposta a empolgou, cravou as unhas nas ancas de Berenice, e de olhos fechados pôs-se a lamber bem devagar com a cara afundada naquela bunda. A mulher fazia escândalo, gemendo alto e gritando um pouco.

– Ai meu Deus! Isso sim é que é uma massagem… Humm…

Atrás da menina, Viviane se punha com os seios a roçar em suas costas, começou a buscar os seus, apertando-os firmemente. Lambendo e mordiscando sua orelha. O que a fez parar para também gemer. A sensação de prazer era tão grande, que não conseguia pensar. Virou o rosto pra beijar a boca ofertada, foi seu primeiro beijo. Um beijo molhado de desejo, cheio de luxúria. Tinha uma mão nos cabelos da que beijava, enquanto passava a outra, nas coxas da que gemia alto e reclamava por mais. Ao fim do beijo, voltou sua atenção para a moça em sua frente, enquanto se punha na mesma posição, ao dispor daquela que a atiçava encontrando seu mamilo. Enquanto tocava aquela carne tenra, tinha a roupa retirada rapidamente de seu corpo.

– Eu preciso que você meta em mim Madelleine… Me morde! – Falava a outra insanamente.

Obediente, ela colocou um dos dedos na boceta daquela mulher. Enquanto mordia o excesso de carne em sua bunda, e descendo, entre lambidas e mordidas, para suas coxas. Foi quando saiu daquele transe, com Viviane afastando sua calcinha para fazer-lhe o mesmo. Experimentou certa dor ao ser penetrada por dois dedos, mas logo depois de alguns segundos, sentia algo indescritível, que lhe arrepiava inteira. E quanto mais era penetrada, mais invadia a carne da outra, e mordia-lhe forte. Parava vez em quando pra respirar ou gemer um pouco.

Viviane usava uma mão para satisfazer a menina, e outra pra tocar-se. Vistas de fora, compunham uma sinfonia harmônica. Seus corpos retorciam-se, suas caras denunciavam o prazer que sentiam. E elas não continham gritos e gemidos. Até que Berenice, a primeira a gozar, gritava um “Aah!” que parecia não ter fim, apertando o cobertor com as mãos e abafando o grito entre os travesseiros. Após conseguir se recuperar, voltou-se para beijar Madelleine. Que ficou de joelhos na cama. Foi um beijo longo e agradecido. Ao olhar para a menina, parecia chorar e sorrir ao mesmo tempo. Madelleine teve seus seios tomados na boca, com fome, por ela, que desejava retribuir, pôs-se também a explorar seu clitóris, enquanto chupava, mordiscava e lambia seus mamilos. Viviane ainda com ambas as mãos ocupadas, na menina e nela. Eram tantos estímulos que ela não demorou a experimentar seu primeiro orgasmo. Que veio como uma forte ventania arrastando todas as emoções de uma só vez. Tinha a impressão de estar esvaziando e enchendo ao mesmo tempo. Sentia os dedos da moça sendo apertados por sua carne, e outros dedos a tocando externamente, agora já quase a machucavam, tamanha sensibilidade. No mesmo instante, Viviane também urrava de prazer enquanto tremia e se contorcia inteira, jogando a cabeça para trás de olhos fechados. Esmagava sua mão entre as pernas, levantando o quadril, deixando-o suspenso no ar. Desarranjada a exploração que se deu em Madelleine, ajoelharam na cama, beijando-se. Uma beijava a boca, enquanto a outra lambia a pele suada, mordia, chupava. Continuaram assim por mais algum tempo, até se darem conta de que estava escurecendo, pois ouviram um barulho na porta, e só aí puderam sair daquele estado. No susto, se recompuseram em poucos minutos. A sorte é que não se tratava da mãe de volta. As duas mulheres estavam sorridentes, e nada cansadas. Madelleine sustentava no rosto a cor do pecado. Tinha uma febre que não conseguia reprimir. E seu desejo não tinha cessado ali, era só o começo. Elas se foram, deixando algum dinheiro, e a promessa de que voltariam para muitas outras sessões. Já Madelleine, que nunca mais seria a mesma, correu para o banheiro, ligou o chuveiro para livrar-se do cheiro do sexo, e do calor que sua face denunciava, mesmo que não quisesse, pois não havia sentido cheiro que a atiçasse assim antes, e aquela sensação de fervor a fazia sentir viva. Porém estava tão sensível, que não conseguia parar de se tocar. Repetindo ações, descobrindo seu sexo e apertando seus mamilos, gozava de novo embaixo da água, delirando… Nem a água fria conseguiria esfriá-la nunca mais.

No rosto, melado

Logo quando chegou na casa dela…

– Oi linda, sabe que eu estava pensando em você?

– É mesmo querido?

– Sim… Estou com uma vontade imensa de algo…

– Humm… Tenho certeza de que deve ser algo muito gostoso…

– Sabe, eu não vou nem te dizer.

– Não!?

– Vou mostrar. Vem comigo…

Pegou-a firme pela cintura e a puxou-a para junto de si. Seus seios se apertaram no peito dele, as mãos foram descendo e passando pelas pernas… Uma respiração mais forte começava a ser ouvida e sussurrada… Foi tão de repente, mas ela se soltava e deixava-se levar pelo desejo e vontade dele. Não sabia o que era ainda… Mas deixou-se levar… Ele tirou sua calça e deixou-a só de calcinha, tirou sua blusa, tirou seu sutiã. Ele estava todo vestido ainda, ela quase nua. Ele beijou o pescoço dela, deu mordiscadas em seus ombros, fez ela ficar toda arrepiada. O que quer que seja o que ele estava pensando, ela estava gostando.

Segurou seu pescoço com as duas mãos, olhou para seus olhos e a beijou. Meteu a língua molhada, suculenta, em toda a sua boca. Alternava o beijo entre movimentos bruscos, fortes e leves. A respiração dela ficava mais ofegante. As mãos em seu pescoço, a cada momento, ficavam mais firmes, o beijo mais intenso, sua respiração ainda mais ofegante, sua calcinha ainda mais molhada. Então ele parou o beijo e colocou as mãos nos ombros dela, abaixando-a. Ficou de joelhos, agora de frente para a calça jeans dele, ainda fechada, mas querendo explodir de tesão. Ele olhava para baixo enquanto ela passava as mãos por cima da calça, em suas coxas, sua virilha e seu pau já bem excitado e duro.

– Coloque-o pra fora e comece a chupar. – Ele mandou.

Ela desabotoou a calça e abriu o zíper. Passou a mão por cima da cueca e depois colocou a mão dentro. Sentia o pau duro, querendo sair dali. Querendo ser chupado. E foi o que fez… Abaixou a calça, a cueca e deixou aquele pau ereto à sua frente. Segurou ele com força, apertou um pouquinho pra sentir ele bem duro. Então começou a chupá-lo. Colocou a ponta em sua boca, roçando a língua na cabecinha que já estava molhada, com um líquido safado que ela adorava sentir o gosto. Chupava a ponta um pouquinho e afastava seu rosto enquanto passava a língua na cabeça. Começava de novo. Até aquele pouquinho de líquido acabasse todo em sua boca enquanto o pau começava a ficar todo melado com aquela saliva sedenta.

– Chupa tudo. – Ele mandou novamente.

Então ela começou a lamber da base do pau até a cabeça, por baixo. Começava a passar a língua nas bolas, beijava-as de leve e partia com a língua até a cabeça novamente. Ia e voltava. Repetiu por três vezes. Na terceira, quando chegou na cabeça, abriu a boca e abocanhou tudo o que conseguia daquele pau excitado. Colocou-o todo na boca por alguns poucos segundos e logo tirou rapidamente: era grande demais para conseguir ficar muito tempo com ele quase na garganta. Colocou-o novamente na boca, agora não todo, mas boa parte. Começou a sugá-lo. Enquanto estava com ele dentro, mexia a língua um pouco de um lado para o outro, para cima e para baixo, delicadamente, roçando-a com a pele esticada, sentindo as veias pulsando com tanto sangue que ia com o fluxo de tesão dele para o pau. Com estes movimentos, ele começou a respirar mais forte, dar discretos gemidos. Ele estava gostando, ela sabia fazer isso muito bem…

Continuou chupando-o. Tirou aquele pau da boca, segurou com uma mão e começou a masturbar e olhar para cima, para o seu rosto louco de tesão. Entre uma batida e um olhar safado, ela colocava-o na boca e chupava. Batia e chupava. O quadril dele começou a acompanhar o ritmo e quando menos esperava ele já estava com as duas mãos na cabeça dela, fodendo aquela boca. Enquanto tinha aquela boca safada sendo penetrada pelo ritmo incessante, ela apertava um seio com uma mão e mexia em seu clitóris com a outra. Enfiou um dedinho aqui e ali, por dentro da calcinha, molhando-o naquela bucetinha safada e alternava as mãos nos seios. Continuou chupando.

– Isso, não pare. Continue me chupando! – Ordenou.

Ele fodia aquela boca sem parar. Às vezes em um ritmo mais lento, às vezes num ritmo mais forte. Ela não sabia se aguentava tudo aquilo, mas não queria saber, queria satisfazê-lo. Queria que aquele desejo dele de foder aquela boca fosse saciado. Isso dava mais tesão nela, se molhava ainda mais. Ela olhava para cima e via aquele rosto, aquele olhar com um misto de fúria, poder e malícia. Se concentrava em continuar chupando aquele pau, agora segurando a bunda dele com as mãos, apertando suas nádegas com firmeza enquanto ela ia e vinha, fodendo sua boca.

– Você vai me chupar até eu gozar em você sua safada. Vou te melar todinha! – Falou ele novamente.

Com o pau na boca, apertou ainda mais as nádegas dele, puxando-o para foder ainda mais aquela boca. Fez força com os lábios para deixar tudo mais firme e apertado. Lágrimas começaram a escorrer de seus olhos, mas não de tristeza, e sim do tesão daquele pau indo e vindo, forte, quase chegando em sua garganta. Fechou os olhos e começou a chupar mais rápido, puxá-lo mais rápido. A respiração dele começou a ficar mais ofegante, seus gemidos grossos começavam a ser mais audíveis. O tesão dele aumentava, a calcinha dela se molhava ainda mais. Ela pensava naquelas palavras: “vou te melar todinha!” e o ato ficou tão animal que não dava para perceber se ele estava fodendo aquela boca ou ela estava fodendo aquele pau com sua boca…

Entre uma metida e outra, ele diminuiu o ritmo e ela sentiu o pau começar a pulsar. Rapidamente ele tirou o pau da boca dela, segurou-o e gozou. Gemeu forte e firme enquanto gozava. Gozou no rosto dela todinho, e gozou muito. Melou todo o rosto: nariz, boca, boxexas… O gozo foi escorrendo até pelo queixo… Os dois se olhando, safados. Ela embaixo de joelhos, ele em cima olhando com uma cara de satisfação total. Com uma das mãos, ele começou a alisar sua cabeça, seu cabelo, seu rosto. Ficou melando todo o rosto dela, passando as mãos e os dedos melados com aquela incrível gozada. Continuou passando a mão e melando o que dava… Seu pescoço, um pouco dos seios… Ela continuava olhando para cima, para ele. Entorpecida com aquele cheiro de sexo. Paradinha.

Ele parou um pouco os movimentos com as mãos, olhou para ela e falou:

– Perfeito, linda…

Se ajoelhou e ficou olhando-a com aquela expressão satisfeita. Ela o beijou. Beijou-o com gosto, beijou-o melada. Melou-o também. Começaram a se beijar, passar a língua um no rosto e no pescoço um do outro. Compartilharam aquele tesão juntos. Se melaram os dois. Beijaram-se então de língua, por alguns minutos, com um beijo gostoso e profundo.

Pararam, se olharam.

Com ele ainda sentado, ela se levantou. Foi até o sofá, abaixou a calcinha devagarinho enquanto se agaixava, mostrando sua bunda e sua coxas molhadas de tanto líquido que tinha saído daquela bucetinha. Sentou no sofá. Abriu as pernas, bem abertas. Mostrou aquela bucetinha pra ele, ela já estava pronta pra receber. Com uma mão, abriu um pouco dela mostrando aquela carne rosada, o clitóris já durinho e saliente. Com a outra mão gesticulou para ele e disse:

– Agora é a sua vez… Venha me chupar agora…

Borboletas e Dragões

Encontravam-se na sauna toda terça, no início da manhã. Não eram de conversar: chegavam no vestiário, guardavam seus pertences, enrolavam-se nas toalhas e seguiam para a sala de vapor. Ali passavam o tempo da sessão, uma ouvindo música, a outra lendo, não trocando mais do que um “bom dia” ou um movimento de cabeça.Lucia já estava com os seus trinta anos e sempre lia romances policiais. Flávia chegara aos vinte a pouco tempo, e sempre aparecia na sala enrolada na toalha e com os fones de ouvido.

Naquela manhã, nenhuma das duas trouxera nada. Cumprimentaram-se, como de costume, e sentaram-se uma de frente para a outra. A mais velha observava as unhas, enquanto a mais nova murmurava algumas de suas canções prediletas. Lucia então percebeu a pequena tatuagem em forma de borboleta que a jovem tinha no pescoço, e como o desenho parecia descer por dentro da toalha. A jovem sentiu-se observada e retribuiu o olhar. Lucia apontou para a imagem, explicando que a achou bonita; Flávia, por sua vez, se levantou e abriu a toalha, mostrando não apenas a bela imagem, como também o delicioso corpo que possuía.

Aquela borboleta em seu pescoço era apenas uma das várias que a envolviam. O conjunto de borboletas descia pelas costas e na cinturinha dela, até que a última delas pousasse sobre sua virilha, bem na divisa criada pela marquinha de biquini. Lucia não conseguiu evitar de observar os seios bem formados, nem muito grandes, nem pequenos, bem como a bundinha redondinha dela, coroando um par de coxas de dar inveja. Quase não ouviu quando Flávia questionou sobre ela ter ou não tatuagens.

Sim, possuía. Removeu a toalha e apresentou a sua. Ao invés de borboletas, a sua trazia um dragão alado cuja cabeça parecia pronta para morder-lhe o ombro, enquanto o corpo serpenteava sobre a sua coluna, alojando a última pata sobre a nádega direita. Diferente de Flávia, Lucia era uma mulher alta, tinha seios fartos e uma cintura mediana facilmente disfarçada pelo quadril avantajado. Ficou de costas para que a outra pudesse ver a imagem e percebeu que ela se aproximou.

Sentiu a respiração de Flávia em suas costas e o calor que o corpo suado dela emanava. A jovem tocou o desenho com a polpa dos dedos, fazendo um contorno imaginário. Estava quente na sauna, mas a pele de Lucia se arrepiou. Flávia chegou mais perto e colocou-se nas pontas dos pés para observar melhor a cabeça do dragão no ombro da outra, mas deu meio passo para trás ao perceber que encostara a sua pélvis no quadril de Lucia.

Flávia estava com ainda mais calor do que a sala poderia proporcionar, e sabia que não se tratava simplesmente da sauna. Observou aquela gota de suor escorrer a partir da nuca da outra mulher e percorrer o dragão sobre a coluna dela, até a pata atrevida sobre a nádega. Pensou que gostaria de estar no lugar do dragão por um instante. Sem se dar conta, avançou e colocou a mão sobre a gota de suor, tapando a boca com a mão livre assim que percebeu o que estava fazendo. Tentou remover a mão e se afastar, já balbuciando algum pedido de desculpa, quando Lucia se virou.

Não parecia assustada ou zangada. Segurou o pulso da jovem com delicadeza e apoiou a mão dela em sua cintura. A mão livre ela usou para acariciar o rosto dela, beijando-a em seguida. Flávia sorriu aliviada, e beijou Lucia com voracidade. Não sabia exatamente de onde surgiu aquela vontade, mas não se importava realmente. Desceu dos lábios para os seios de Lucia, beijando-lhe o pescoço e o colo, segurando-lhe os seios com as mãos cheias. Abaixou-se mais um pouco, até que sentiu a bancada da sauna e acabou por sentar.

Lucia jogou a toalha no chão e se ajoelhou na frente da jovem, afastando-lhe as pernas. Apoiou as mãos na parte interna das cochas dela, deslizando-as até a virilha, onde, com as pontas dos dedos, afastou os pequenos lábios. Aproximou o rosto e tocou o clitóris de Flávia com a língua, muito de leve. A jovem se arrepiou completamente e suspirou. Lucia brincou com a polpa do indicador, acariciando toda a extensão do sexo de Flávia, até perceber que o clitóris dela havia
inchado. Envolveu-o com os seus lábios, e roçou, muito de leve, os dentes sobre ele. Sentiu as pernas da jovem se contraindo involuntariamente.

Chupou de leve e então deu uma lambida lenta, da base até o alto da vagina, voltando a se concentrar no clitóris dela. Flávia sentia como se estivesse com um frio na barriga, subindo até sua garganta. Sentiu o corpo estremecer, e uma onde de calor percorrer toda a sua pele. Sentiu que ia gritar, mas permaneceu em silêncio para não chamar a atenção. Cravou as unhas na bancada durante alguns segundos e então Lucia parou.

Enquanto Flávia ainda respirava fundo, Lucia se levantou e voltou ao vestiário. Tomou uma ducha rápida, se vestiu e foi embora.

Diversão noturna

Deitaram na cama para dormir, ele com a calça de pijama e ela com um babydoll de algodão leve. Cobriram-se apenas com um lençol, e o calor os obrigou a deixar a janela aberta e ligar o ventilador de teto para refrescá-los do mormaço de verão. Acomodaram-se cada qual do seu lado da cama, no início, atormentados pelo calor, e também por causa dele, não conseguiam dormir.

Ela deitou de lado, tentando encontrar a posição ideal para um sono tranquilo, e deixou o lençol cobrindo-lhe apenas a cintura, para que o vento não encontrasse barreira alguma no caminho até a sua pele. Ele já tinha abandonado o lençol por completo. Mas também se virou, no instinto de abraçá-la durante o sono, e só então percebeu-a descoberta, vislumbrando pouco mais do que seu contorno na penumbra que a luz da rua criava.

Aproximou-se mais, mas ao invés de abraçá-la, enlaçou um braço em sua cintura, apoiando-se no outro, enquanto beijava o pescoço dela. Sentiu a pele arrepiada no toque de seus dedos e acariciou da cintura até o meio da coxa dela. Ouviu o suspiro que ela deu, deliciada com a carícia dele, e fechou as mãos no travesseiro, aproveitando a sensação. Mas ele queria mais do que isso, queria vê-la ter prazer.

Alcançou uma de suas mãos e trouxe delicadamente para o meio das pernas, induzindo-a a se tocar. Ela afastou um pouco as pernas e, com a mão dele sobre a sua, deixou-o sentir o movimento de seus dedos, mostrando-lhe como fazia para se dar prazer na intimidade.

Enfiou a mão por dentro do short do babydoll e aproveitou a sua própria excitação para molhar os dedos, e só então foi brincar com o clitóris. Macio, no início, quente e inchado assim que o prazer começou a fluir em seu corpo. Ele manteve a mão sobre a dela, mas se ajoelhou ao seu lado, para levantar-lhe a blusinha do babydoll e brincar com seus seios.

Pinçou os mamilos dela com delicadeza, fazendo-os endurecerem entre seus dedos, e então abaixou-se, mordiscando-os para deixá-los mais sensíveis ao toque de seus lábios e língua, ambos úmidos e quentes. Ela suspirou profundamente, quase em um gemido, quando sentiu o reflexo das carícias dele como uma descarga em seu clitóris, deixando-o mais sensível e aumentando o prazer dela.

Ela fechou as pernas pela sensação forte, mas ele as abriu de volta e colocou-se entre elas, para que, mesmo que involuntariamente, ela não as fechasse outra vez. Aproveitou que ela ainda estava extasiada e separou os grandes lábios com os dedos de uma mão, expondo o clitóris para que ela pudesse continuar com a brincadeira, enquanto com a outra mão voltou a provocá-la, acariciando-lhe os seios.

Com a mão livre ela se agarrou ao travesseiro, os dedos da outra continuaram a dançar em sua vagina, levando-a ao limiar do prazer e parando, apenas para que pudesse aproveitar um momento a mais daquele delicioso desespero. Cada pausa diminuindo o tempo necessário para alcançar o limite outra vez, até que apenas o toque a fez estremecer. Forçou um pouco mais, e continuou, além do gozo, quase até não aguentar mais, e então, em um longo suspiro, relaxou as mãos e seu corpo a acompanhou. Esqueceram o calor e deitaram, um fisicamente e o outro mentalmente satisfeitos.