Gosto de ver minha namorada transando com outros homens

Gosto de ver minha namorada transando com outros homens

 

Juntos há três anos, o representante comercial Rodrigo*, 27, e a estudante Leila*, 23, são adeptos do fetiche do “cuckolding” (gíria em inglês para definir homens que são traídos e não se importam com isso). Ele gosta que ela saia e transe com outros parceiros. Aqui, o casal explica como essa prática deixa o relacionamento mais excitante.

“‘Tem um colega da faculdade dando em cima de mim, ele vive dizendo o quanto sou bonita’, certa vez me disse minha namorada tentando fingir um ar de ofendida. Ela não conseguia sequer disfarçar o sorrisinho na cara, que deixava claro que estava gostando da situação.

‘Que safada’, eu pensava. Mas ao invés de ciúmes, aquilo me deixou com um tesão doido! Que negócio estranho, eu estava curtindo saber que tinha outro cara interessado nela? Isso é coisa de corno! Eu não podia gostar disso, não!”

“Certinha que só, ela achou a proposta um absurdo”
“Mas o que eu tinha sentido foi bom e se repetiu em outros momentos em que ela falou desse colega. Então decidi dar um Google nisso, sobre gostar de ser traído, e encontrei um monte de coisa, até em blog. Lendo relatos e comentários, parecia até que o Brasil inteiro era igual a mim.

Por uns meses, fiquei pesquisando e trocando ideia, tentando entender o que eu sentia. Por que eu estava me excitando com o fato de que havia outro homem dando em cima da minha namorada e ela estava gostando disso. Descobri que era um fetiche, um negócio totalmente sexual e que na cama vale tudo. Então decidi pedir para a minha namorada entrar na brincadeira.

Certinha que só, ela achou um absurdo. Mas fui falando, convencendo, dizendo que era normal, que a amava e aquilo só podia melhorar o sexo que já era bom… Devagarzinho, ela foi dobrando.”

“Seduzimos outros homens em público”
“Primeiro, topou um jogo de sedução em público. Funcionava assim: a gente saía juntos e no restaurante, decidíamos um homem para seduzir. Então ela começava a olhar para o cara e fazer coisas que eu pedia. ‘Abre a perna’, ‘agora cruza’, ‘mostra o decote’, sempre com caras e bocas sensuais. O cara sempre ficava doido, olhando sem parar e achando que eu nem estava percebendo

Quantas vezes não vimos aqueles marmanjos, acompanhados de filho e esposa, vidrados na Leila? Dava para perceber o tesão dos caras pela minha namorada e aquilo me deixava maluco. Quando chegávamos em casa, o sexo era bom demais.

Mas provar esse tesão só fez aumentar minha vontade maior que era a de saber que ela estava de fato transando com outros. Muita gente acha que, se você falar para sua mulher que quer que ela transe com outro cara, ela vai adorar e sair correndo para aproveitar. Mas não é fácil assim, não. Leila achava errado, promiscuidade e tinha medo até de que isso acabasse com nossa relação. Precisei de um ano falando e argumentando para que ela topasse.”

“Na primeira vez deu tudo errado”
“Então começamos a busca pelo primeiro amante dela. Entramos em uma rede social de sexo e criamos um perfil que deixava claro que eu queria ser um corno. Conversamos com muitos homens. Na verdade, ela conversou e eu só acompanhava. Essa parte da história já me deixava com tesão, ver a paquera, a sedução e a conquista.

Depois de uns meses, Leila marcou seu primeiro encontro e nós combinamos tudo certinho. Ela iria sozinha e me ligaria quando chegasse ao motel, para me contar o que estava achando. Então mandaria fotos e vídeos da ação em si.

Mas tudo foi diferente. Ela simplesmente não me ligou e eu comecei a entrar em parafuso. Era uma mistura de ciúmes, por uma traição real dela, ao furar nosso combinado, com medo de que algo ruim pudesse acontecer.

Liguei mais de 80 vezes e ela não atendeu, então corri para o motel combinado e descobri que ela não estava lá. O que tinha acontecido?”

“Eu quase explodi de tesão”
“No fim das contas, nada além de um mal-entendido: estava muito trânsito, os dois decidiram ficar em um motel mais perto e ela, inexperiente, acabou curtindo demais o momento e esqueceu de me ligar. Claro que brigamos feio. Fiquei bem bravo, o combinado era ser algo entre nós dois e não isso.

Mesmo assim decidimos tentar de novo. Voltamos à busca por um par novo e dali mais ou menos dois meses rolou a segunda vez. Aí sim, foi maravilhoso.

Ela saiu com o cara e foi me mandando fotos desde o trajeto. Chegando no motel, acompanhei por imagens e vídeos toda a transa deles. Estava no trabalho e, vendo tudo que faziam e respondendo com instruções e pedidos de coisas que gostaria que ela fizesse, fiquei maluco.

Ver a minha namorada sendo uma safada daquele jeito me deixava excitado. Parecia que eu ia explodir de tesão.

Depois de acompanhar ao vivo tudo pelo celular, sai correndo do trabalho e fui busca-la no motel. Fomos para casa e transamos loucamente. Foi totalmente maravilhoso.”

“No fim, ela volta para mim”
“Isso foi há um ano e desde então já fizemos mais umas seis vezes. Aconteceu já de eu ir junto com ela e outro para o motel, para assistir. Mas o que eu gosto mesmo é de estar longe, de acompanhar de longe, sem nenhuma possibilidade de participar fisicamente.

Sou bi, já me relacionei com homens, mas no momento não é o que me interessa. Na verdade, quando a Leila está com os outros caras, tanto faz quem é ele ou como é. O que me excita é ela, vê-la sentindo tesão e me comparando a ele.

Mas veja bem que isso é bem diferente de traição. Porque é um combinado nosso, o outro é só um extra, que está ali para o nosso prazer. Se ela saísse com um cara sem me avisar ou se envolvesse com um deles, eu ficaria bem incomodado.

No fundo, uma das coisas que eu mais gosto também é do retorno dela para mim. Ela curte, sente prazer com outro homem, mas é comigo que ela quer ficar.”

Rodrigo*, 27, representante comercial

“Adoro pensar que estou ali curtindo e ele está em casa”
“Quando ele começou com esse papo, estranhei. Fiquei até triste, achei que não gostava de mim… Por que queira que eu saísse com outro? Mas ele insistiu muito, ficava falando que me amava, que seria bom para nós e aumentaria nossa parceria.

Apesar do medo de que estragasse tudo, acabei resolvendo dar um voto de confiança para ele e tentar.

Bem, a primeira vez foi um fiasco para ele, mas para mim… Foi bem gostoso. Claro que deu a briga, mas conversamos muito e decidimos tentar de novo. E daí não paramos mais.

Eu sinto muito tesão não só em estar com o outro cara, mas em pensar que ele está em casa. Na minha cabeça rola toda uma fantasia, eu fico pensando que estou traindo, que o chifrudo está em casa e isso é muito excitante. Eu mando as fotos, vídeos, deixo ele ouvir, pra ele saber o quanto eu estou gostando e fico maluca quando recebo ordens, instruções de como ele quer que eu faça. Eu me sinto muito maravilhosa.

Depois que acaba, é sempre ele quem vai me buscar e, se eu aguento, brincamos também. Afinal, meu namorado também merece, né?

Apesar de termos esse fetiche, o sexo com outros caras rola só de vez em quando, é algo especial para apimentar a relação. No dia a dia transamos só nós dois e continua sendo tão incrível quanto era antes. E a nossa relação só melhorou, ficamos ainda mais íntimos e parceiros.”

Leila*, 23, estudante

Fetiche é comum e pode ter muitas motivações
Você acha que o comportamento de Rodrigo* é algo fora do comum? Saiba que nem é tanto assim. “Relatos como esse são bem comuns no consultório”, conta a psicóloga especialista em sexualidade pela USP, Priscila Junqueira. De fato, na rede social de sexo Sexlog, a prática é a mais comum entre os mais de seis milhões de usuários é o cuckold.

Para a especialista, “os motivos que fazem com que homens sintam prazer em ver suas parceiras com os outros, podem ser diversos, de acordo com a personalidade. Tem essa coisa de colocar a mulher em disputa, entre dois homens. Mas tem também algo sobre controle, dominação do desejo da parceira”. Ela ainda diz que pode sim haver uma questão de machista por trás, do homem reafirmar sua masculinidade, mas também pode ser o oposto: ele tem tanta cobrança de manter seu papel de macho alfa, que nesse fetiche pode aliviar o peso dessa responsabilidade.

Independentemente do motivo, no entanto, ela reforça que o essencial é que existe consentimento. “A mulher precisa entender que aquilo também satisfaz um desejo seu e não fazer isso por se sentir pressionada, algo também muito comum no consultório”.

Apesar de a ideia de ser corno ainda ter uma conotação negativa socialmente, existindo conversa no casal, a prática está liberada e pode ser completamente saudável para os dois.

*Os entrevistados pediram para não terem os nomes completos divulgados na reportagem

Adoro me exibir na webcam! isso salvou meu casamento Lia e Oiram

Imagem: Arquivo Pessoal

Perfil em https://swingonline.com.br

 

Angélica* e Paulo* são um casal comum. São donos de um pequeno negócio, têm dois filhos de 3 e 4 anos que criam com amor e uma vida simples. O que ninguém sabe é que, na internet, eles são conhecidos como Lia e Oiram, amantes que costumam exibiram em momentos íntimos na webcam. Não, eles não ganham dinheiro com isso. Fazem por prazer e aqui, explicam o porquê. 

“Minha vida no ‘mundo real’, por assim dizer, é básica. Trabalho com meu marido em nossa empresa de confecção de moda, cuido dos nossos filhos e da nossa casa. Sou uma esposa, mãe e dona de casa tradicional. Mas quando os pequenos vão para a escola, um outro lado de mim aflora, um lado que minha família nem imagina que existe. Visto uma lingerie sensual, ligo a webcam e passo horas sensualizando ao vivo na internet.

Tenho uma média de 200 seguidores, entre homens e mulheres, que adoram me assistir. E isso faz com que eu me sinta poderosíssima!

Se você perguntasse para mim há três anos o que achava disso, diria sem hesitar que é coisa de vadia, de vagabunda. Afinal, mulher decente e de família como eu jamais poderia concordar com um comportamento devasso desses… Mas hoje, penso bem diferente. E o Paulo, meu marido, também.” Lia e Oiram

“Você quer uma vagabunda? Vai ver a vagabunda!”

“Tinha acabado de ter minha segunda filha e não andava bem. Estava 30 kg acima do meu peso, minha a autoestima estava acabada. Isso influenciava, principalmente, minha relação com meu marido, já que eu não me sentia interessante para ele.

Comecei a notar que, nessa mesma época, o Paulo ficava o tempo todo no computador. Estranhei e decidi fuçar o histórico dos sites que ele entrava para descobrir o que andava fazendo… E eis que encontrei uma rede social de sexo. Entrei e vi muitas fotos de gente sem roupa, mulheres sensualizando, perfis vários. Fiquei louca da vida!

Liguei para ele gritando, dizendo que estava buscando garota de programa, que não me respeitava e nem deixei que se explicasse. Não bastasse, peguei nossas filhas, botei no carro e fui para a empresa. Lá gritei mais um pouco e deixei as meninas com ele. ‘Quer ver uma vagabunda? Você vai ver uma vagabunda!’

Voltei para casa, vesti uma lingerie que nunca tinha usado, sentei na frente no computador, acessei o site. Não tive coragem de ligar a webcam e comecei a chorar. O que estava acontecendo com a minha vida?”

“Na primeira vez, achei que só meu marido estava vendo”

“Enquanto eu chorava, meu marido me ligou e tentou me acalmar. O Paulo falou para que eu ligasse a câmera, que ele queria me ver. E eu fiz. Enxuguei as lágrimas e, imaginando meu homem do outro lado, comecei a tentar seduzi-lo, rebolando e perguntando se gostava disso ou daquilo.

Fui me soltando, comecei a dançar e a seduzi-lo. Como se estivéssemos sozinhos em nosso quarto. E ele gostou! Deixou as crianças com uma funcionária e veio voando para casa. Transamos aquele dia como não fazíamos há anos. Uma coisa maravilhosa!

Só depois que terminamos foi que Paulo me contou: eu tinha aberto a câmera para todos os usuários da rede social e não só para ele. Um monte de gente tinha visto minha performance! É claro, fiquei cheia de culpa e com medo de alguém conhecido ter visto.

Nos dias seguintes, Paulo me explicou como funcionava a coisa toda. E que, na internet, havia mulheres como eu. Me mostrou os comentários do meu vídeo: muitos elogios, homens me chamando de gostosa… Nossa! Eu até dei um sorriso naquele momento. Foi uma emoção muito boa. Me envaideci.

Depois disso, com a autoestima lá em cima, fiquei mexida. Percebi que tinha gostado e a vontade de fazer de novo começou a crescer. Então dali uns dias, quando fiquei sozinha em casa cedi à vontade e fiz uma segunda live. Pronto, minha vida nunca mais seria como antes.”

“Mostro tudo, menos o rosto”

“Fazer as exibições online virou uma paixão. Fico me sentindo poderosa e sexy! Saber que há pessoas me olhando, ficando excitadas comigo e até se masturbando para mim faz com que me sinta o máximo e também me excita demais.

Preservo minha identidade, então uso máscaras para ninguém nunca ver meu rosto. De lingerie me insinuo, rebolo e converso com os seguidores que comentam o vídeo. Com voz sexy pergunto o que querem, se estão gostando, se querem mais. E às vezes até fico com tesão e me masturbo ali mesmo na câmera. Às vezes, o Paulo faz participações especiais nos meus vídeos.

Desde então, não consigo mais passar numa loja de lingerie e não comprar nada. Adoro me produzir para os meus seguidores.” Lia e Oiram

“Meu casamento melhorou 100%”

“Meus showzinhos na internet provocaram uma reviravolta no casamento. Primeiro na minha autoestima. Se antes estava me achando feia, apagada, hoje estou me sentindo incrível. Aprendi a me valorizar e encontrei minha sensualidade. Sigo com aqueles 30 kg a mais e não penso em fazer dieta, pois me sinto ótima assim.

Entendi que ser sensual não tem nada a ver com magreza. E nunca me achei vulgar. E a minha pegada é a primeira: sou uma mulher sensual. Então sempre que vou me vestir, olho no espelho e penso: ‘essa roupa é discreta, mas sensual o suficiente?’.

O Paulo mudou demais, ele está adorando essa mulher que me tornou. Sente um pouco de ciúmes às vezes, mas o que mais tem é orgulho de mim. Saber que aquele monte de gente me olha e me deseja, mas só ele pode me tocar, é algo que o deixa louco.

Nosso casamento melhorou 100% desde então e o sexo, nem se fala…”

“Meus seguidores são fieis”

“O perfil com o qual me exibo é de nós dois e, ao longo desses três anos, criei uma rede de seguidores. Todo mundo sabe que sou casada. Mas ele fica sem graça quando participa dos meus vídeos, faz piadas e raramente consegue deixar a coisa sensual. Então a gente evita.

Alguns dos meus fãs são tão fiéis que se tornaram amigos virtuais e uns poucos amigos da vida real, que vêm para churrascos ou com quem saímos para jantar. Têm dias que faço transmissões só para bater papo com eles, sem nem sensualizar!

Também aprendi muito com meus fãs. Peguei o jeito certo de mostrar o corpo, entendi que uma música de fundo faz toda a diferença para criar um clima e percebi que eles reparam em tudo: se repito uma lingerie, alguém comenta. Ou seja, meu guarda-roupa de calcinhas hoje é enorme. Até do batom comentam!

Lá no primeiro ano, uma vez eu disse que estava com vergonha de mostrar minha barriga e várias pessoas comentaram que eu era linda exatamente como sou. Nesse dia contei que estava ali para que eles me elogiassem e, desde então, isso tem sido a regra.

Uma vez ou outra já recebi ofensas, mas nem dou bola. É questão de minutos até meus seguidores contra-atacarem o hater e denunciarem seu perfil.

De maneira geral, o que mais recebo são elogios e estímulos, de homens e mulheres. E eu amo isso!”  Lia e Oiram

Lia e Oiram Webcam

* Os nomes foram preservados a pedido dos entrevistados.

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Casal Luana Fiorelli


( editado pela administração por conter email em local não permitido) – Sou trans, tenho 19 anos, busco conhecer homens e casais. Sou uma acompanhate, pronta para realizar todos os desejos e fantasias.
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