O Segundo Encontro


Quando Amanda abriu os olhos custou a se dar conta de onde estava. Tudo parecia ter sido um sonho, sua chegada na fazenda, sua preparação para o ritual, os encapuzados observando-a e depois gozando sobre seu corpo, ela de quatro sendo penetrada no anus por aquele homem misterioso, a volta pro camarim… Sonhara? Olhou na escuridão e viu um vulto aproximar-se. Era Amália, a camareira que estava a seu lado. Pelo visto ficara ali zelando seu sono.
Amanda queria saber das meninas e perguntou “Onde estão as meninas?” Mas Amália limitou-se a sorrir e dizer que “Fiquei aqui para te ajudar com o banho!” e ajudando-a a levantar-se, vestiu um roupão atoalhado branco sobre o corpo nu de Amanda e calçou-lhe um par de chinelos, avisando que “Tem um banheiro enorme aqui do lado, com uma banheira ótima. Vou te levar lá e te ajudar.” E saíram retornando ao corredor onde horas antes Amanda havia se exibido para vários desconhecidos encapuzados.
Ela caminhou atrás de Amália, mais calma do que da primeira vez, quando estava tensa e excitada, sem saber o que era maior. Agora ela estava ansiosa por relaxar na banheira, mesmo sem saber porque ficara ali sem as outras menina. “O que importa? Uma folga em um lugar tão lindo é ótimo!” pensou ingenuamente, sem saber que se tornara a única e principal atração ali.

Quando Amália abriu a porta e Amanda entrou, não podia acreditar. Era um banheiro enorme, muito maior do que qualquer um que já vira, até mesmo nos motéis mais sofisticados que fora. Era todo em mármore, imaculadamente branco, com detalhes em granito negro e metais dourados, além disso, uma belíssima banheira antiga, de pés dourados, torneira e tudo o mais aparentando ouro era um enorme convite, iluminada por um forte foco de luz. Um único detalhe passou despercebido por ela à primeira vista. Aquilo era mais do que um banheiro, mas ela logo descobriria.
A criada ajudou Amanda a despir-se do roupão e a entrar na banheira, já cheia de uma água mantida na temperatura ideal. Amanda deliciou-se naquela água e ainda mais quando Amália despejou sais de banho na água, óleos aromáticos e sabe-se mais lá o que. Sentia-se uma rainha banhada pela criada.
Relaxando confortavelmente naquela banheira, Amanda fechou os olhos e mergulhou completamente. Não importou-se com seus cabelos porque sabia que “sua” criada a ajudaria a cuidar deles. Mas quando abriu seus olhos, começou a perceber algo na escuridão. Mais precisamente alguma coisa que escondia-se na escuridão que havia próxima às paredes. Havia alguma coisa ali. Algo que não tinha percebido antes. Olhou para Amália, que impassível a esperava para esfregar suas costas, fazer-lhe uma massagem. Por algum motivo, Amanda tinha certeza que sua criada não responderia a essa ou qualquer outra pergunta, porque realmente não era sua criada.
Sentiu-se estranhamente confortável, como quando se exibira para todos aqueles homens encapuzados. O motivo era um só. Eles estavam ali novamente. Estavam observando seu banho, na escuridão, em total e absoluto silêncio. Novamente a exibicionista tomava conta dela e sem falsa afetação. Despejou todo o seu charme naquele banho. Não queria nada mais do que mostrar-se. Não queria nenhum outro toque a não ser o seu próprio e ao sair da banheira, com seu lindo corpo moreno molhado, pegou a toalha com Amália e enxugou-se sensualmente. Por algum motivo sabia que dessa vez eles não se aproximariam. Não gozariam sobre seu corpo. Aquele banho tinha então algum outro motivo que ela ainda não percebera.
Amália ajudou-a a vestir novamente o roupão branco e silenciosamente como chegaram, deixaram o grande banheiro, deixando para traz todos os encapuzados. Retornaram ao quarto camarim e Amália rapidamente ajudou Amanda a secar seus cabelos e em seguida a vestir-se. Mostrou pra ela um lindo vestido de renda branca com fios dourados. Amanda olhou para aquele magnífico e lindo vestido, mas perguntou: “Só isso?” Amália fez que sim com a cabeça e apontou com o olhar para as sandálias douradas de tiras que ela usara antes.
Enquanto se vestia com aquele lindo e delicado vestido, um leve toque na porta fez a criada ir até lá receber uma bandeja com um prato de salada e um suco que colocou sobre a mesa. Antes mesmo de calçar as sandálias, Amanda comeu aquela frugal refeição e assim que acabou, Amália ajudou-a a colocar as sandálias. Ela perguntou então: “O que querem de mim agora?” – perguntou realmente curiosa, mas muito excitada, pois daquele jeito, com um vestido que realçava não só a cor de sua pele mas também as suas formas, escondendo muito pouco da sua intimidade, ela sabia que algum tipo de prazer esperava por ela. Já passara por um grande exibicionismo no salão principal, quando não só gozaram em cima dela, como foi penetrada sem piedade por Dom Carlo, por um exibicionismo mais suave ao tomar banho diante de uma plateia silenciosa e “E agora?”. Mas Amália não respondeu o que ela queria. Disse apenas: “Agora você espera virem te chamar!” E saiu, deixando-a sozinha no quarto.
Aquilo foi abrupto demais. Amanda esperava que Amália conversasse, dissesse alguma coisa, mas limitou-se a ajudá-la a despir-se, vestir-se, pentear-se, tudo muito básico. Escapara de toda e qualquer pergunta. Houve um momento em que Amanda achou que Amália iria ultrapassar algum limite, que iria tocá-la um pouco mais intimamente. Durante o banho, achou que as mãos de Amália estavam por demais solícitas, muito ousadas, mas também podia ser só sua impressão. Quando percebeu que estava sendo novamente observada pelos encapuzados, não teve como não sentir aquele frisson… outra vez. Por isso, talvez tenha achado que Amália tenha tentando alguns toques mais ousados. Provavelmente ela mesma, sem perceber, oferecera-se mais despudoradamente para a criada, talvez na expectativa de oferecer um espetáculo diferente aos seus observadores, um em que gozasse pelas mãos de outra pessoa.
As batidas na porta e o barulho da maçaneta girando retiraram Amanda desses pensamentos. O mesmo mordomo de antes apareceu e sem dizer nada, ficou a postos na porta mostrando que a conduziria a algum lugar. “Aonde vamos?” quis saber Amanda, mas ele limitou-se a sorrir e caminhou na frente dela. “Ele nem olhou direito pra mim!” pensou enquanto imaginava se aquilo acontecia com frequência tal que ele se acostumara com mulheres seminuas em vestidos rendados. Mas percebeu que o caminho era o mesmo. Ele bateu à porta do grande salão em que antes Amanda ganhara seu banho de porra. “O que será que querem de mim agora?” ela não tinha nenhuma instrução, não tinha nenhuma ideia. As portas foram abertas e ela entrou.
O salão era o mesmo, mas estava diferente. A penumbra imperava e como no banheiro, um foco muito forte iluminava uma enorme cama no meio. Ela não podia ver muito mais além disso, mas percebia que eles estavam ali. Percebia que os encapuzados estavam ocultos na penumbra e em total e absoluto silêncio. Ela respirou e desfilou lentamente até a cama, seu novo palco. Ao chegar ali, podia sentir os olhares ocultos daqueles homens lambendo seu corpo. Sentiu um arrepio que começava nos calcanhares e subia por suas pernas até o meio de suas coxas. Descia de seus ombros, passava pelos seios e mergulhava logo abaixo do seu ventre. Amanda estava excitada. Nada havia sido feito, nada havia sido dito, mas ali, com seu vestido de renda branca, sandálias douradas de salto altíssimo, sem lingerie, visivelmente nua sob o vestido ela sentiu que estava desprotegida. Não poderia esconder sua excitação.
Nesse instante, viu emergir das sombras alguém em um manto vermelho. Dom Carlo. Ela não via seu rosto, mas ouviu sua voz. Outra vez aquela linguagem misteriosa e uma porta em algum lugar foi aberta. Amanda ouviu os passos, o barulho dos saltos e logo sua amiga Savanna estava ao seu lado. O silêncio era tão alto, que Amanda não ousou perguntar nada. Savanna não olhava pra ela, mas para o mestre, o líder, Dom Carlo. Viu quando ele fez um imperceptível sinal com a cabeça e pegando o braço de Amanda “Querida, por favor, deite-se!”. Ela obedeceu enquanto tentava entender o que aconteceria. Arriscou uma pergunta, quando Savanna pegou seu braço e delicadamente prendeu-o à cabeceira: “O que vai acontecer agora?”. A amiga franziu rapidamente os olhos, indicando que o silêncio ali era fundamental e depois de prender os tornozelos de Amanda à cama, deu a volta e, quando prendeu o outro braço, disse tão baixo, mas tão baixo, que Amanda quase não entendeu: “Aproveite, é uma grande honra!”. Disse e colocando uma venda sobre os olhos dela, completou: “Aproveite!” e desapareceu nas sombras.
Amanda estava totalmente desprotegida. “O que vão fazer comigo?” Temia que todos aqueles homens fossem estupra-la. Ela gostava de se exibir, mas de nada violento. Será que sua amiga ainda estaria ali por perto? Poderia ter sido a criada a amarra-la e venda-la, mas mandaram sua amiga para que ela tivesse confiança, por isso teria. Procurou relaxar e aproveitar a tal grande honra.
Mais falas naquela língua que ela não compreendia e a música, tão ritualística, mística e eletrônica quanto a outra começou a soar. Ali deitada, vendada, percebeu que Savanna colocara a venda de forma errada. Havia um espaço abaixo onde ela podia ver e via. “Amiga, amiga, te devo essa!” e por essa fresta, Amanda pode ver o líder aproximar-se pelos pés da cama e tirar seu manto vermelho. Naquela posição ela via o corpo, mas não podia ver-lhe o rosto. Ele estava nu e foi assim que suas mãos tocaram os pés de Amanda ainda com a sandália. Subiram por suas pernas e desceram novamente. Fez esse movimento várias vezes, sempre subindo mais um pouco, sempre ousando mais ao aproximar-se da buceta de Amanda, até que a tocou e instintivamente, Amanda gemeu. Não sabe porque, mas gemeu. Quase um gozo.
Ele afastou suas coxas já afastadas pela posição de estrela em que fora amarrada à cama e ela sentiu ele com a cabeça entre suas pernas. Não acreditou quando ele começou a chupa-la. Tinha pensado em muitas bobagens, mas nunca que o líder iria chupa-la… Muito menos do jeito como ele fazia. Seus dedos afastaram seus grandes lábios e sua língua lambia seu clitóris com muita experiência e tesão. Os lábios do líder seguravam seu clitóris e o mordiscava, seus dedos introduziam-se sem vacilar e ela entregou-se a esses carinhos. Queria abraça-lo mas não podia com as mãos presas. Ele estava mergulhado entre suas pernas e ela sentiu quando um de seus dedos tocou seu anus e começou a pressiona-lo. Ele a chupava, metia dois dedos em sua buceta e outro em seu cu. Ela respirava ofegante. Aquilo, daquele jeito, estava perfeito. Começava a sentir seu corpo fraquejar. Ela não queria entregar-se. Não é que não quisesse gozar. Apenas não queria gozar ainda, mas ele sabia o que fazia e quando ela estava chegando no topo, ele mudava o ritmo, os movimentos, suavizava a língua ou enfiava um pouco mais o dedo em seu anus e tudo começava outra vez.
Não era um jogo. Ela estava literalmente nas mãos e na boca dele. Ele estava fazendo o que queria com ela e ela amarrada, se entregava aos carinhos daquele homem misterioso que a conduzia habilmente pelos caminhos do prazer e mais, estava decidido a fazê-la gozar como nunca. Tudo foi num vai e vem que de repente simplesmente foi. Em um dado momento ela não teve e não quis mais se segurar e explodiu em um gozo intenso, longo e frenético. Deixou-se levar pelas mãos hábeis do seu líder, do seu senhor e gozou com tanta intensidade que jorrou seu gozo na boca do seu senhor. Nunca sentira aquilo daquela maneira. Ela nem tinha mais certeza se algum dia realmente gozara. Aquilo foi um marco, um recomeço. Ele ficou ali sorvendo seu sumo até se dar por satisfeito.
Amanda queria vê-lo. Queria conhecer seu senhor, seu dono, o homem que a fizera redescobrir seu próprio corpo e que a fazia conhecer novos caminhos de prazer. Pela fresta na venda ela o viu levantar-se e antes que pudesse lamentar, sentiu suas mãos sobre o fino e transparente vestido de renda. Com um golpe preciso ele o rasgou. Abriu-o completamente deixando o corpo moreno de Amanda agora sim completamente à mostra para todos aqueles que das sombras olhavam o casal. Ele tocou seus seios, apertou com força seus mamilos, o que quase a fez chorar da boa dor. Ela só sabia que o queria. Foi quando ele tirou-lhe a venda. A luz forte que iluminava apenas a cama a cegou momentaneamente, mas segundos depois ela o viu sobre seu corpo. Ele estava sobre a cama, completamente nu a não ser por uma máscara que escondia seu rosto completamente. Ele sentou-se sobre ela que sentiu o pau de seu senhor duro. Ele esfregou-o nela e com alguns movimentos estava dentro dela. Não foi delicado, mas não foi bruto. Foi preciso. Ela o recebeu e o apertou. Mas ele saiu. Entrou novamente e saiu outra vez. Esses movimentos seguidos e da forma como foram feitos a fizeram fechar os olhos, algo que não queria, porque queria mesmo olha-lo. Não veria seu rosto por causa da máscara, mas via seu corpo.
Ele repetiu aquilo algumas vezes até se dar por satisfeito e saiu para não voltar. Ela não tinha coragem e muito menos autorização para falar, mas seu rosto deixou claro que ela queria mais, mas ele não. Ele queria outra coisa. Queria sua boca, mais precisamente sua boca em seu pau. Aproximou-o até que tocasse seus lábios. Ela abriu a boca e recebeu-o. Sentiu-se privilegiada por poder chupar o pau do seu dono. Se estivesse livre ela mostraria o quanto de prazer poderia lhe dar, mas presa, amarrada naquela cama, decidiu mostrar que mesmo assim era capaz de lhe dar prazer e fez com sua boca e língua o que sua buceta não fora capaz. Não por inabilidade, mas porque ele não lhe dera tempo. Ela chupou, lambeu, engoliu e sentiu-se privilegiada quando ele a pegou pelos cabelos, com força é verdade, para comandar seu vai e vem. Ela procurava pelos seus olhos atrás da máscara e em um dado momento eles se encontraram. Ela não teve como evitar e teve um gozo espontâneo sem nada a penetrá-la a não ser o pau de seu dono em sua boca.
Ela o tinha em sua boca e percebeu pela maneira como ele comandava seus movimentos, que ele estava bem próximo do gozo. Mas esse momento durou bem mais do que ela estava acostumada com os homens que passaram por sua vida. Nada que se comparasse àquele. Ele a dominara sem palavras. Tomara conta do seu corpo e agora, pela segunda vez iria despejar-se dentro dela, que finalmente sentiria o prazer de descobrir qual o gosto do seu dono. Ela o queria mais do que qualquer coisa que quisera até então. E ela o teve. Com um espasmo sua boca encheu-se da porra do seu dono, que gozou abundantemente. Sua porra escorreu da boca para os lábios, dos lábios pelo rosto, para o pescoço. Ele respirou ofegante e colocou sua mão sobre a boca dela e desceu até seus seios, espalhando sua porra no corpo de sua posse. Foi assim que ela foi possuída pela segunda vez por Dom Carlo e foi dessa maneira que ele apresentou a todos os seus seguidores presentes e testemunhas daquela foda, quem era a sua posse.
Ela estava novamente nua e melada, exposta na frente de desconhecidos e outra vez plenamente satisfeita. Ele levantou-se e um dos seguidores que saíra das sombras colocou seu manto vermelho sobre os ombros. Retirou-se em silêncio seguido por aqueles que observaram das sombras.
Amanda ficou alguns instantes a sós, aproveitando o gosto do seu dono na boca até que Amália apareceu e a desamarrou. Ela não queria falar e não precisava. Amália não falaria. Levou-a de volta a um outro quarto. Não voltaram ao camarim, mas a um quarto onde Amanda reconheceu várias de suas coisas. Seu porta retrato com os pais, seus perfumes, sua maquiagem… Foi até o armário e quando o abriu ali estavam suas roupas. Ela virou-se para Amália “Como trouxeram minhas coisas?” e a criada apenas respondeu “Você agora é dele. Deve ficar aqui. Essa é a vontade dele”
Amanda não sabia o que dizer e nem se isso era o que queria, mas parecia não ter escolha. Amália pareceu ler seus pensamentos disse: “Você é livre pra ir embora quando quiser, mas ele tem certeza de que você vai ficar.” Amanda não tinha força pra discutir. Olhou para o seu relógio na mesinha de cabeceira e não acreditou que fosse tão tarde. Amália mostrou-lhe que havia um banheiro no quarto. Não era palco de nada, um banheiro comum e decente. Amanda tomou um banho e quando saiu, apenas com a toalha enrolada sobre o corpo, sua camisola estava sobre a cama e nenhum sinal de Amália. Vestiu-se, bebeu a água que havia na jarra ao lado da cama e acomodou-se nela. O sono a possui na mesma rapidez que Dom Carlo a possuíra.
Sonhou que passeava com seu dono por um jardim que se transformava em uma floresta onde entravam em uma pequena cabana onde ele a possuía como dono, amante, namorado e esposo. Ela não sabia o quão profético era esse sonho.
Acordou com os raios do Sol entrando mansamente no aposento. Amália ao seu lado informou: “Ele a espera para tomarem o café da manhã.”

Amanda & Carlos 01


Amanda entrou no apartamento de Carlos e dessa vez estava nervosa. Sabia que ele não estaria lá. Pegou a chave que ele deixara na portaria, entrou e viu sobre a bancada da cozinha do loft um envelope endereçado a ela. Abriu-o. Eram instruções dele. Abriu a caixa que havia ao lado, retirou a venda e sentou-se na poltrona de costas para a porta. Colocou a venda e esperou.
Acabou relaxando e sobressaltou-se quando sentiu a mão de seu dono em seu ombro. Havia cochilado. Ele não disse uma palavra. Deslizou a mão por todo o braço, até à dela, pegou-a e a ajudou a levantar-se. Conduziu-a e ela se deixou levar. Parou quando ele parou e não ofereceu nenhuma resistência quando ele levantou seu braço. Sentiu algo como uma correia em seu pulso esquerdo. Ele levantou o outro braço e sentiu-o prende-lo do mesmo modo que o outro. Ele afastou suas pernas e ela já sabia o que viria a seguir. Sentiu as correias do espaçador sendo presas em seus tornozelos. Ela não podia vê-lo, mas imaginou-o afastando-se para observá-la presa e indefesa. A tensão de estar vendada e agora presa, transformou-se em excitação. Podia sentir seu sexo molhado.

Não tinha a menor ideia do que ele ia fazer, mas sabia que a criatividade de seu dono não tinha limites e apenas entregava-se. O prazer dele era o seu. Ouviu sua respiração junto do seu corpo. Podia perceber o calor do corpo dele junto ao seu. Gostaria de vê-lo. Estaria nu? Totalmente vestido ou o que estaria usando?
Algo gelado encostou em sua perna. Uma lâmina. Menor do que a faca da cozinha, maior do que um canivete, mas com certeza uma lâmina. Sentiu ele puxar a bainha da saia. O barulho não negava, era uma tesoura e com ela ele cortava sua saia. Tremeu. Conteve o gemido, mas não podia modificar sua respiração, que entregava o quanto estava ficando excitada. Logo estava sem a saia. Foi então as vezes dos botões da blusa, que foram retirados um a um pelo corte preciso da tesoura. Sua blusa estava aberta e ela adoraria ver o efeito que a nova lingerie provocaria nele. Ele passou a mão no seu colo, desceu para sua barriga e novamente a tesoura entrou em ação cortando sua blusa.
Imaginava se ele estaria apreciando-a com a lingerie rendada que comprara especialmente para a ocasião. Ouviu um ruído e em seguida música. Ele colocara uma música para ela. Adorava seus carinhos. Sentiu algo em seu corpo, mas só entendeu o que era quando o líquido escorreu pelo seu peito, sua barriga e suas pernas. Ele aproximou o cálice dos lábios dela para lhe dar de beber e ela entreabriu-os, mas o conteúdo era demais e escorreu da boca para seu rosto e novamente desceu por ele. Os lábios dele aproximaram-se dos dela, sentiu sua respiração e acolheu seu beijo, sua língua.
Só não foi um longo beijo. Sentiu a língua dele em seu corpo, aproveitando-se  do que escorrera por ele, lambendo-a, mas também durou pouco e logo sentiu-o cortando seu sutiã e a calcinha, deixando-a nua. Não se importou com a nova lingerie, afinal era para o prazer dele mesmo.
Logo outro barulho, suave, chamou sua atenção e só descobriu o que era quando sentiu a suave vibração entre suas pernas. Seu dono a provocava com um vibrador. Diferente do que conhecia, este parecia maior, muito maior, talvez grande demais para penetrá-la, mas igualmente bom. Não conseguiu reprimir o gemido. Gemeu. Aquilo estava bom e sentiu suas pernas fraquejarem. Queria curvar-se mas não podia. Estava presa.
Sentiu o gozo aproximar-se sem controle. A velocidade aumentou e Amanda sabia que mais do que nunca não tinha mais controle nenhum sobre nada e isso, apenas isso já a excitava, mas ainda por cima estar sendo usada por ele a colocava nas nuvens.
Os dedos dele puxavam seu sexo para cima, expondo seu clitóris e aumentando seu prazer por também sentir-se tocada por seu dono. Ela era dele e haviam pactuado que ele poderia fazer o que bem entendesse com ela e era isso o que ele fazia. Sorria satisfeita, mas ao mesmo tempo o prazer que a fazia sorrir a fazia gemer.
Não havia como nem porque reprimir e começou a gozar. Arriscou-se a falar e agradeceu “Obrigado meu senhor!” O vibrador continuava ali firme nela e o gozo explodia enfraquecendo-a, mas ela agradecida “Obrigada por me deixar gozar meu Senhor!” e quando disse isso o vibrador parou. Ela ainda tremia por dentro.
As mãos do seu senhor tocaram seu sexo. Dois dedos entraram nele e depois foram levados à sua boca. Ela os chupou e ouviu pela primeira a voz do dono “Amanda é a putinha do Carlos!” e ela repetiu enquanto chupava os dedos dele “Sou a putinha do meu Senhor!” e então, nesse exato momento ela o sentiu.
Amanda sentiu seu dono penetrá-la com seu pau. Em pé, braços estendidos, pernas afastadas ela não podia abraça-lo, mas podia acolhê-lo com sua buceta e foi o que ela fez. Acolheu o pau do seu Senhor dentro de si. Sentiu o calor do corpo do Dono de encontro ao seu e apertou-o dentro dela. Usou a força da sua buceta para não deixá-lo sair, mesmo sabendo que ele comandaria os movimentos, que ele entraria e sairia como quisesse, que ele faria o que quisesse com ela e isso era só parte do prazer.
(continua)