A colega de quarto

Depois das férias veio a faculdade. A Ana rumou a Coimbra e eu rumei ao Porto. Foi o fim do nosso namoro. Ambas sabíamos disso, à partida, e, talvez por isso mesmo, tenhamos vivido as férias de forma tão desregrada e intensa. Inicialmente, mantínhamos alguns encontros ao fim de semana, quando voltávamos a casa. No entanto, com o passar do tempo e com a falta de tempo, a chama foi-se apagando. Continuamos amigas e a partilhar as experiências que íamos vivendo.

No Porto iniciei uma nova vida. Queria completar o meu curso rapidamente e com boas notas. Aliás, nunca fui má aluna… antes pelo contrário. Contudo, não me abstive de aproveitar ao máximo a diversão universitária.

Nos primeiros tempos morei sozinha. Os meus pais alugaram uma casa com dois quartos, na esperança de eu poder dividir as despesas com alguém. No entanto, só perto do Natal é que consegui companhia, uma colega do segundo ano, com quem tinha feito amizade durante as praxes.

Apesar de termos construído uma boa relação, ela desconhecia totalmente o meu carácter ninfomaníaco. Sabia das curtes que ia tendo, mas nada que ela achasse extraordinário.

Com o tempo, a Joana viria a revelar-se uma pessoa, no mínimo, surpreendente…

A primeira surpresa foi logo no momento em que se mudou para minha casa. Ajudei-a a arrumar as roupas dela e, qual não é o foi espanto, quando reparo o quão sexy era a sua roupa interior: rendas, sedas, meias de ligas… A Joana era muito atraente, mas só no momento em que toquei na sua lingerie é que me senti com vontade de algo mais. Agi naturalmente, pois sabia que, em breve, iria poder vê-la usando aquelas roupas lá em casa.

Encontrei também saias e vestidos curtos e havia uma mala na qual ela não me deixou mexer:

– Para já… é segredo! Mas, daqui a uns tempos, talvez te mostre…

Tentei manter-me abstraída e agir naturalmente, mas aquela miúda começava a mexer comigo.

Adorava vê-la a entrar e a sair do banho, a passear-se pela casa em lingerie, a fumar à janela vestida apenas com uma t-shirt e sem mais nada por baixo.

Não eram raros os dias em que se produzia toda e saía, sempre de táxi. Nunca fiz perguntas mas, ficando sozinha, aproveitava para me masturbar pensando nela ou no que estaria a fazer fora de casa.

Certo dia, a Joana anuncia:

– Amanhã vou trazer uma pessoa cá a casa… não te importas, pois não?

– Não… queres que saia para ficares mais à vontade?

– Não é preciso, basta que fiques no teu quarto… mas tu é que sabes…

– Eu fico no quarto, tenho muito que estudar…

– OK!

E lançou-me um sorriso maroto.

Mal terminei de jantar, refugiei-me no meu quarto a estudar. Podia ouvir a Joana a abrir e a fechar armários e a correr entre o quarto dela e o WC.

Um tempo depois, ouvi a campainha, a porta abrir e a voz de um homem. A Joana tinha-me dito que não tinha namorado, por isso calculei que fosse algum engate.

Ouvia-os a conversar na sala. Não resisti à curiosidade e resolvi espreitar discretamente. A Joana estava perfeitamente maquilhada, com um vestido super sexy e de sapatos altos, como quando ia sair. Mas, o que mais me surpreendeu na cena foi o homem que a acompanhava. Tinha idade para ser nosso pai!

Então, lembrei-me dos meus tempos com o Gustavo e esqueci-me do que se passava à minha frente. Levantaram-se em direcção ao quarto e voltei ao meu. “Caramba! Esta miúda também tem tara por homens mais velhos?”

Pouco tempo depois, do quarto ao lado vinham rios, gritinhos e pequenos gemidos. Na minha cama, fui-me despedindo, tentando visualizar o que se passava no quarto ao lado, guiada pelos sons que daí vinham.

Não sei se o parceiro da Joana sabia que eu estava em casa. Se sabia, parecia pouco preocupado, pois eu podia ouvi-lo perfeitamente, na sua voz madura, dando indicações à minha amiga e exprimindo por palavras aquilo que queria e iria fazer com ela.

Eu já estava nua e com os meus dedos inundados de suco vaginal. Do outro lado havia sexo oral e um primeiro orgasmo que a Joana recebeu na sua boca. Na minha cama, imaginei-me a beijá-la e a receber na minha boca o sémen que ela tinha recolhido do seu amante e, também eu, atingi o orgasmo.

Tempo de pausa. Rebolei na minha cama, provando o meu próprio sabor.

O homem tornava-se agora mais agressivo, revelando todo o tesão que tinha por ela. Gritos, gemidos intensos e outros sons caracterizavam o prazer a que ambos se entregavam. Ouvia palmadas, provavelmente no rabo dela, acompanhadas por insultos e demais vernáculo porno-erótico. Voltei a tocar-me.

Novo orgasmo, acompanhado de um urro de prazer do macho.

Ouvi-os a conversar e, uns cinco minutos depois, a porta da rua a bater.

– Marta, já podes circular! – ouvi, vindo do outro lado da parede.

Fui ter com a Joana. A porta do quarto estava aberta. As suas roupas espalhadas pelo chão, um preservativo usado, os lençóis manchados e ela deitada nua na cama, contando uma série de notas de 20 euros.

Sem saber o que fazer, soltei um “desculpa” e virei costas:

– Espera! – disse ela. – Mais cedo ou mais tarde ia ter que te contar… Senta-te aqui…

E para mim abriu-se a porta de um novo mundo…